OUTROS NOMES
Bomba Tóxica
NOME REAL
Derrick Malone Gould
IDENTIDADE
Pública
AFILIAÇÕES
BASE DE OPERAÇÕES
IDADE
1957 / 65 anos
(falecido aos 55 anos)
ALTURA
1.73m
PESO
70kg
OLHOS
Pretos
CABELOS
Careca
CIDADANIA
Norte Americana
OCUPAÇÃO
Vendedor de Jornal
ESTADO CIVIL
Solteiro
RAÇA
PARENTES
Dorian Goud ( Fumaça Fantasma, Irmão)
Leticia Scott ( A Sombra, Sobrinha)
Veronica Gould ( A Vapor, Sobrinha)
Tóxico
SOBRE
Derrick Gould não era um homem que buscava poder — ele buscava significado. Nascido em 1957, cresceu nas zonas industriais de Detroit, cercado por fumaça, ferrugem, metal e abandono. Filho de uma cidade endurecida pela indústria e pelo descaso, aprendeu desde cedo que o mundo premiava os fortes e descartava os frágeis. Ao lado do irmão mais novo, Dorian Gould, viveu uma juventude marcada pela escassez, pela violência urbana e por uma sensação constante de invisibilidade. Enquanto Dorian desenvolveu o instinto de desaparecer para sobreviver, Derrick seguiu o caminho oposto: queria ser impossível de ignorar.
Desde jovem, Derrick via o corpo humano como algo falho demais para enfrentar um mundo tão cruel. Doença, fome, poluição, dor — para ele, tudo provava que a humanidade havia sido construída sobre uma base fraca. Quando conheceu Leonard Yates — o futuro Dom — em 1979, encontrou mais do que um líder carismático: encontrou uma filosofia que dava sentido à sua revolta. Dom viu em Derrick não apenas força bruta, mas convicção. Alguém que entendia que a dor podia ser transformada em evolução.
Ao ingressar na Ordem em 1980, aos 23 anos, Derrick foi um dos primeiros a se submeter voluntariamente aos experimentos de Dom. A transformação foi extrema e irreversível. Seu corpo tornou-se um reator vivo de agentes tóxicos: pele enegrecida, veias pulsando em verde corrosivo e um hálito capaz de dissolver concreto. Onde passava, o ar adoecia. Reservatórios eram contaminados, estruturas enferrujavam, multidões entravam em pânico. Não havia cura para sua presença — apenas evacuação.
Foi nessa época que a distância entre os irmãos se tornou definitiva. Dorian orbitava as margens da Ordem, usado ocasionalmente em infiltrações e missões discretas, mas jamais abraçando plenamente a causa. Derrick via essa hesitação como fraqueza. Para ele, Dorian passava a vida fugindo de escolhas. Já Dorian enxergava no irmão alguém consumido por uma fé destrutiva. O vínculo de sangue permaneceu, mas enterrado sob silêncio, ressentimento e caminhos irreconciliáveis.
Durante os conflitos contra a Elite, Tóxico tornou-se um dos pilares militares da Ordem. Era sempre o primeiro a entrar nas zonas de guerra e o último a sair. Sua resistência absurda e capacidade de transformar ambientes inteiros em áreas letais faziam dele uma arma de cerco viva. Sua lealdade a Dom era absoluta — não por submissão, mas por crença sincera. Derrick via a Ordem como um manifesto contra um sistema que considerava podre e fracassado.
Quando a batalha final de 2012 eclodiu, Tóxico lutou com fúria quase religiosa. Cercado e sem possibilidade de recuo, liberou uma reação química massiva no próprio corpo, envenenando a atmosfera ao redor para impedir o avanço da Elite. Morreu como viveu: convertendo o próprio sofrimento em destruição.
Faleceu aos 55 anos, deixando cicatrizes permanentes no mundo — e uma sombra impossível de ignorar sobre aqueles que carregavam seu sobrenome. Entre eles, Dorian Gould, o irmão que passou a vida desaparecendo… mas jamais conseguiu escapar do legado tóxico que Derrick deixou para trás.
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