OUTROS NOMES
Arcanos
Humanwiz
Bruxos
Feiticeiros
Filhos de Arcas
ALTURA
1.45m / 1.93m (variação dependendo da mutação)
PESO
45kg / 110kg (corpos podem ser densificados ou etéreos)
OLHOS
Podem variar entre lilás, vermelho e amarelo
PELE
Tons terrosos (branco, bege, bronze, marrom, negro) e nuances intermediárias.
CABELOS
Pretos, loiros, castanhos, ruivos, grisalhos; texturas variadas (liso, ondulado, crespo).
CLASSIFICAÇÃO DE IDADE
Criança: 0–12 anos
Adolescente: 13–19 anos
Adulto: 20–300 anos
Idoso: 300+ anos
IDADE MÁXIMA APROXIMADA
Cerca de 500-700 anos (avanços médios estendem a expectativa)
PLANETA NATIVO
Arcanumanos
SOBRE
Os Arcanumanos são humanos que despertaram a capacidade de manipular a magia após o surgimento do primeiro grimório arcano criado por Arcas Vallemont. Diferente de outras criaturas sobrenaturais, os Arcanumanos não constituem uma espécie distinta da humanidade, mas sim uma linhagem de indivíduos capazes de compreender e canalizar as forças arcanas que permeiam o mundo.
A origem da magia humana remonta aos eventos conhecidos como A Tragédia dos Vallemont e O Nascimento da Magia. Após obter fragmentos das Escrituras Celestiais, textos sagrados trazidos pelos chamados Alados, Arcas Vallemont reuniu esses conhecimentos e criou o primeiro grande grimório da humanidade — um livro capaz de ensinar mortais a alterar a própria estrutura da realidade.
Temendo que tal poder pudesse destruir o mundo, Arcas decidiu dividir o conhecimento mágico em três caminhos fundamentais, cada um representando um aspecto diferente da manipulação arcana.
Esses caminhos deram origem às primeiras escolas de magia.
As Três Escolas Arcanas
A magia humana é tradicionalmente dividida em três grandes vertentes:
Quando Arcas Vallemont reuniu os fragmentos das Escrituras Celestiais que haviam sido reveladas aos homens pelos Alados, ele compreendeu algo que poucos mortais haviam percebido até então: a magia não era apenas um poder — era uma linguagem capaz de alterar a própria estrutura da realidade.
Os textos descreviam forças antigas que governavam a matéria, a vida e a percepção do mundo.
Entretanto, Arcas rapidamente percebeu que aquele conhecimento era vasto demais para permanecer intacto nas mãos da humanidade.
Se um único indivíduo dominasse todos os seus aspectos, poderia tornar-se tão perigoso quanto os próprios deuses.
Temendo que esse poder levasse o mundo à ruína, Arcas tomou uma decisão que mudaria o destino de todas as gerações futuras: ele dividiu aquele conhecimento em três caminhos distintos.
Cada caminho representaria uma forma diferente de manipular as forças do mundo.
Assim nasceram as três grandes correntes da magia.
Magia Vermelha
A Magia Vermelha tornou-se conhecida como o caminho da transformação e da destruição.
Seus praticantes aprendiam a manipular energia bruta, canalizando forças capazes de alterar o estado natural das coisas.
Chamas podiam ser invocadas, ventos violentos podiam ser criados e até mesmo a estrutura da matéria podia ser enfraquecida ou rompida.
Em batalhas, magos da corrente vermelha eram capazes de devastar campos inteiros ou transformar pequenas faíscas em incêndios incontroláveis.
Por essa razão, muitos reinos passaram a valorizar aqueles que dominavam esse tipo de magia, utilizando-os como armas em guerras e conflitos.
Mas o próprio Arcas alertava que esse caminho era o mais perigoso de todos.
A Magia Vermelha exigia poder, controle e disciplina.
Sem isso, o mago poderia ser consumido pela mesma energia que tentava dominar.
Por causa de sua natureza destrutiva, muitos estudiosos passaram a chamá-la de a magia da ambição.
Magia Amarela
Em contraste com a destruição da Magia Vermelha, a Magia Amarela surgiu como o caminho da restauração e do equilíbrio.
Seus praticantes estudavam as forças que sustentam a vida.
Com esse conhecimento, eram capazes de curar ferimentos, restaurar energias vitais e fortalecer o corpo daqueles que estavam à beira da morte.
Em tempos de guerra, magos da corrente amarela tornaram-se essenciais para manter exércitos vivos após batalhas devastadoras.
Mas sua importância não se limitava aos campos de combate.
Em vilas e cidades, curandeiros que dominavam esse tipo de magia tornaram-se figuras respeitadas, muitas vezes ligados a templos ou ordens dedicadas à preservação da vida.
Alguns estudiosos acreditavam que a Magia Amarela era a forma de magia mais próxima do equilíbrio natural do mundo, pois não buscava dominar ou destruir a realidade — mas restaurá-la.
Por essa razão, ela ficou conhecida entre muitos povos como a magia da harmonia.
Magia Roxa
A terceira corrente criada por Arcas foi talvez a mais misteriosa.
A Magia Roxa não lidava diretamente com a destruição ou com a cura, mas com algo muito mais sutil: a percepção da realidade.
Seus praticantes estudavam ilusões, manipulação mental e conjuração de entidades ou objetos temporários.
Um mago da corrente roxa podia alterar aquilo que outros viam, ouviam ou acreditavam ser real.
Exércitos podiam ser confundidos por ilusões no campo de batalha.
Portas podiam parecer inexistentes.
Objetos invisíveis podiam ser invocados por breves momentos.
Mas o verdadeiro poder dessa magia não estava apenas nas ilusões.
A Magia Roxa também permitia abrir pequenos caminhos entre dimensões menores da realidade, trazendo criaturas ou energias que não pertenciam totalmente ao mundo dos homens.
Por causa disso, muitos estudiosos consideravam esse caminho o mais complexo de todos.
Ela exigia não apenas poder, mas também conhecimento profundo sobre a mente, o espaço e a própria natureza da existência.
Entre os magos, esse caminho ficou conhecido como a magia do conhecimento oculto.
A Separação das Correntes
Quando Arcas Vallemont dividiu o conhecimento das Escrituras Celestiais, ele não fez isso apenas para facilitar o estudo da magia.
Ele o fez para impor limites.
Os fragmentos originais das escrituras continham fórmulas capazes de alterar simultaneamente matéria, vida e percepção. Um mago que dominasse todos esses aspectos ao mesmo tempo poderia manipular a realidade de maneira quase ilimitada.
Por essa razão, Arcas distribuiu o conhecimento entre diferentes escolas e ensinou que cada estudioso deveria dedicar sua vida a apenas uma das correntes mágicas.
Durante séculos, essa regra foi seguida com rigor.
Magos vermelhos dedicavam-se apenas à energia e à alteração da matéria.
Magos amarelos concentravam-se na restauração da vida e no equilíbrio das forças naturais.
Magos roxos aprofundavam-se nos mistérios da mente, das ilusões e das conjurações.
Essa separação tornou-se uma tradição entre as escolas mágicas, que passaram a considerar perigoso — e muitas vezes proibido — o estudo de múltiplas correntes.
Os Magos de Duas Correntes
Apesar das restrições, ao longo da história surgiram raros indivíduos capazes de dominar duas correntes da magia ao mesmo tempo.
Esses magos eram chamados por alguns estudiosos de Arcanistas Duplos. Dominar duas correntes exigia não apenas grande poder, mas também disciplina extraordinária.
As energias envolvidas frequentemente entravam em conflito dentro do próprio corpo do mago. Por exemplo:
Um mago que combinasse Magia Vermelha e Amarela poderia tanto destruir quanto restaurar a matéria viva, tornando-se extremamente poderoso em batalhas.
Um praticante de Magia Roxa e Amarela poderia manipular percepções enquanto curava ou fortalecia aliados, tornando-se um estrategista formidável.
Já a combinação de Magia Vermelha e Roxa era temida, pois permitia criar ilusões destrutivas e manipular o campo de batalha de forma devastadora.
Muitos desses magos tornaram-se figuras lendárias — ou perigos que precisaram ser eliminados.
Os Tríplices — Mestres das Três Correntes
Ainda mais raros eram aqueles que tentavam dominar as três correntes ao mesmo tempo. Esses indivíduos ficaram conhecidos em antigas crônicas como Tríplices.
Entre os estudiosos da magia, dizia-se que um Tríplice não era apenas um mago poderoso, mas alguém capaz de compreender a magia em sua forma mais pura.
Entretanto, essa busca quase sempre terminava em tragédia. As três correntes manipulavam aspectos diferentes da realidade, e mantê-las em equilíbrio dentro de um único indivíduo exigia controle absoluto sobre corpo, mente e espírito.
Muitos que tentaram trilhar esse caminho acabaram:
consumidos pela energia que invocavam
enlouquecendo após anos de estudo proibido
ou desaparecendo misteriosamente.
Por essa razão, diversas ordens mágicas passaram a proibir formalmente o estudo simultâneo das três correntes.
Alguns templos chegaram a declarar que aquele que dominasse as três magias poderia tornar-se tão perigoso quanto um Herdeiro dos Colossais ou um Alado. Ainda assim, rumores persistem entre os estudiosos.
Dizem que, em raros momentos da história, surgem indivíduos capazes de desafiar esses limites. E quando isso acontece, o equilíbrio da magia no mundo costuma mudar para sempre.
Legado de Vallemont
Toda magia humana, direta ou indiretamente, pode ser rastreada até os ensinamentos de Arcas Vallemont.
Seu grimório original — hoje fragmentado ou perdido — é considerado uma das relíquias mais perigosas da história. Muitos acreditam que, caso suas páginas completas sejam reunidas novamente, a própria realidade poderia ser reescrita.
Por esse motivo, o nome Vallemont permanece envolto em reverência, medo e mistério entre os estudiosos da magia.
Aparência / Cultura
APARÊNCIA
Fisicamente, os Arcanumanos são indistinguíveis de humanos comuns. Entretanto, aqueles que utilizam magia com frequência podem manifestar sinais sutis de sua afinidade arcana.
Os olhos são o traço mais característico. Durante o uso de magia, eles podem assumir tonalidades intensas relacionadas à escola mágica dominante do indivíduo:
Vermelho — afinidade com Magia Vermelha
Amarelo ou dourado — afinidade com Magia Amarela
Lilás ou roxo — afinidade com Magia Roxa
Alguns Arcanumanos também apresentam alterações na coloração do cabelo ao longo da vida, frequentemente adquirindo tons extremamente claros ou ruivos intensos, reflexo da energia mágica que flui em seus corpos.
CULTURA
Desde os tempos de Arcas Vallemont, o conhecimento mágico é preservado e transmitido através de academias, grimórios e linhagens familiares.
Arcanumanos costumam valorizar profundamente o estudo, a disciplina e a busca pelo conhecimento arcano. Muitas sociedades mágicas são organizadas em ordens, círculos ou academias, cada uma dedicada a preservar e desenvolver diferentes tradições mágicas.
Apesar disso, o legado de Arcas também trouxe medo. Muitos reinos e civilizações consideram a magia um poder perigoso demais para permanecer sem controle.
Poderes e Habilidades
Os Arcanumanos são capazes de manipular energia arcana através de rituais, palavras de poder, símbolos mágicos ou pura força de vontade. Entre suas habilidades mais comuns estão:
Conjuração de feitiços
Manipulação de energia mágica
Criação de barreiras e proteções
Manipulação de elementos naturais
Telecinese
Projeção astral
Bruxos mais avançados podem acessar disciplinas raras como retrocognição, permitindo visões do passado, ou necromancia, capaz de interagir com os mortos.
ALQUIMIA
Outra prática amplamente associada aos bruxos é a alquimia. Utilizando ingredientes naturais, minerais e substâncias mágicas, bruxos podem produzir:
Poções de cura
Elixires de fortalecimento
Venenos mágicos
Catalisadores arcanos
A alquimia é considerada uma das formas mais estáveis de magia, pois transforma o poder arcano em objetos tangíveis.
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