OUTROS NOMES
Super Extremo
O Poderoso Herói
NOME REAL
Richard Foster Jones
IDENTIDADE
Pública
AFILIAÇÕES
IDADE
1990 / 32 Anos
ALTURA
1.95m
PESO
112kg
OLHOS
Amarelos
CABELOS
Brancos
CIDADANIA
Norte Americano
OCUPAÇÃO
Super-herói
Extreme
SOBRE
Richard Jones, conhecido como Extreme, sempre carregou consigo a sensação de que precisava ser mais do que os outros.
Desde o despertar de seus poderes, Richard demonstrou possuir uma habilidade extraordinária: através do Mimetismo Amplificado, era capaz de copiar temporariamente os poderes de outras pessoas e reproduzi-los em um nível superior ao original. Onde outro indivíduo encontrava equilíbrio, Richard encontrava excesso. Onde alguém possuía uma habilidade poderosa, ele conseguia torná-la ainda mais perigosa.
Sua força física e capacidade de voo complementavam seu poder de mimetismo, fazendo dele um dos indivíduos mais poderosos de sua geração.
Mas Richard nunca enxergou seus poderes apenas como uma vantagem. Para ele, eram uma responsabilidade.
E quanto mais poderoso se tornava, mais acreditava que precisava estar à altura daquilo que o mundo esperava dele.
RICHARD JONES
Um homem marcado pelo senso de dever. Não precisava ser o primeiro a entrar em uma batalha porque gostava de atenção. Entrava porque acreditava que, se possuía a capacidade de impedir uma tragédia, era sua obrigação fazê-lo.
Essa mentalidade acabou moldando toda a sua identidade. Richard tinha dificuldade em dizer não quando alguém precisava de sua ajuda. Quanto mais perigosa era uma situação, mais facilmente aceitava assumir a responsabilidade por ela.
Foi justamente essa característica que fez de Extreme um herói tão admirado. E também o tornou vulnerável. Richard acreditava que deveria ser capaz de suportar aquilo que os outros não conseguiam.
O ROSTO DA SQUAD FIVE
Quando YesMan o escolheu pessoalmente para integrar a Squad Five, Richard rapidamente se tornou o rosto público da equipe.
Os civis o admiravam. Os inimigos o temiam. E seus próprios companheiros passaram a enxergá-lo como a principal força ofensiva do grupo.
Embora YesMan fosse oficialmente o líder, Extreme começou naturalmente a assumir decisões durante as missões. Enquanto Johann comandava através das palavras, Richard comandava através da ação.
A dinâmica funcionava.
Por algum tempo.
Richard acreditava em YesMan e acreditava na Squad Five. Para ele, aquela equipe representava uma oportunidade de utilizar seus poderes para proteger pessoas em uma escala que jamais conseguiria sozinho.
Quanto mais a equipe dependia dele, porém, mais Richard acreditava que precisava continuar entregando resultados.
Mesmo quando seu próprio corpo e sua mente começaram a cobrar o preço.
O PREÇO DE SER O EXTREME
O problema do poder de Richard nunca foi apenas copiar habilidades. Era carregá-las.
Cada poder absorvido deixava resíduos físicos, mentais e emocionais. Força, velocidade, sentidos ampliados, consciências diferentes e impulsos que não pertenciam originalmente a ele começaram a se acumular dentro de sua mente.
Richard começou a sentir que, em alguns momentos, não estava apenas reproduzindo aquilo que seus adversários eram capazes de fazer.
Estava carregando fragmentos deles. Ainda assim, continuava. Porque diziam que ele era o único capaz. Porque diziam que o mundo precisava dele.
E porque Richard acreditava nisso também.
A ARMA DE YESMAN
Richard não sabia que sua maior confiança estava sendo utilizada contra ele.
Em segredo, YesMan mantinha um acordo com o Dr. Evolucius. Vilões derrotados pela Squad Five eram desviados para um laboratório clandestino e utilizados como cobaias em experimentos de “evolução dirigida”. Quando Evolucius começou a exigir indivíduos com poderes cada vez mais raros, Richard tornou-se o alvo perfeito.
YesMan começou a enviá-lo para missões cada vez mais perigosas. Inimigos instáveis. Mutantes imprevisíveis. Poderes extremos.
Cada batalha exigia que Richard copiasse mais habilidades. Cada habilidade fornecia novos dados. Cada missão o aproximava ainda mais do limite.
Para Richard, aquilo era heroísmo. Para YesMan e Evolucius, era pesquisa. Extreme não era apenas o maior poder da Squad Five. Ele havia se tornado uma ferramenta.
O COMEÇO DO CAOS
O ponto de ruptura aconteceu quando um dos indivíduos mantidos no laboratório conseguiu escapar.
Debilitado, deformado e mentalmente destruído pelos experimentos, o homem cruzou o caminho de Richard durante uma patrulha.
Durante o confronto, ele implorou para não ser levado de volta. As palavras ficaram na cabeça de Richard.
Porque, pela primeira vez, ele percebeu que talvez existisse uma história por trás daqueles desaparecimentos que ninguém estava contando.
Richard começou a investigar por conta própria. E descobriu tudo. O laboratório. As cobaias.
Evolucius. YesMan.
A QUEDA DA SQUAD FIVE
O confronto entre Richard e YesMan deixou de ser uma discussão entre heróis.
Richard havia descoberto toda a verdade. Descobrira que ele próprio estava sendo preparado para se tornar a próxima etapa dos experimentos.
Quando confrontou YesMan, esperava respostas. Recebeu justificativas.
Johann não demonstrou arrependimento. Falou sobre segurança. Sobre resultados. Sobre vidas salvas. Sobre o “bem maior”.
Disse que Richard não havia sido usado. Ele havia sido necessário.
Para Richard, aquilo foi a confirmação de tudo o que temia.
A luta começou.
E, naquele momento, a Squad Five deixou de existir.
O MASSACRE
Névoa Vermelha e Dual Force chegaram quando o confronto já havia destruído boa parte do local. Encontraram YesMan aparentemente morto. Encontraram Richard completamente alterado. E não sabiam a verdade. Para elas, Extreme havia enlouquecido.
Névoa Vermelha tentou contê-lo primeiro. Transformou-se em fumaça, envolvendo Richard e tentando restringir seus movimentos. Dual Force entrou logo depois, utilizando sua manipulação gravitacional para impedir que ele avançasse.
Richard não queria lutar contra elas. Mas elas não recuaram. E ele também não podia recuar. Era elas ou ele. Extreme entrou em contato com as manifestações de seus poderes. E fez aquilo que sempre fizera.
Copiou.
Mas, como sempre, não simplesmente reproduziu.
Ele amplificou.
A fumaça carmesim de Névoa Vermelha tornou-se uma força ainda mais agressiva e destrutiva nas mãos de Richard. A própria habilidade que Delilah dominava foi reproduzida em uma escala que ela não conseguia enfrentar.
Richard a atingiu com seu próprio poder. Névoa Vermelha foi desintegrada.
Dual Force tentou reagir. Richard então replicou sua manipulação gravitacional.
As duas polaridades gravitacionais que Phoebe dominava foram reproduzidas por Extreme com uma intensidade muito maior. O campo de batalha tornou-se uma prisão de forças opostas, esmagando, suspendendo e desestabilizando tudo ao redor.
Phoebe tentou resistir. Não conseguiu.
Dual Force morreu pelas mãos de Extreme, atingida pelo próprio poder que havia usado durante anos para proteger seus companheiros.
Richard não venceu duas companheiras. Ele matou duas pessoas que considerava família. E sabia disso. Mas, naquele momento, sua mente já havia chegado a uma conclusão simples e terrível:
ou eles morriam, ou ele morreria.
O ÚLTIMO ATO
Foi então que Alexander Schultz chegou. O jovem Hiperman entrou na cena sem compreender completamente o que havia acontecido.
Viu os corpos. Viu Richard. Imediatamente tentou pará-lo. Foi um erro. Richard estava além do nível que Alexander conhecia.
Hiperman avançou. Extreme o derrubou. Alexander se levantou. Tentou novamente. Foi derrubado outra vez.
Cada golpe que Hiperman recebia alimentava seu próprio poder, tornando-o mais forte. Mas Richard continuava à frente. Mais rápido. Mais poderoso. Mais experiente.
Extreme deu um verdadeiro sacode em Hiperman. Alexander não tinha condições de vencê-lo. Mesmo assim, continuou tentando.
Até que Richard finalmente o dominou. Por alguns segundos, os dois ficaram frente a frente. Extreme poderia tê-lo matado.
Não matou.
Richard olhou para aquele garoto ferido e viu algo que ainda restava daquilo que a Squad Five deveria ter sido.
Um futuro.
Foi então que decidiu poupá-lo. Não por fraqueza. Não por misericórdia.
Mas porque sabia que, se matasse Alexander também, não sobraria absolutamente nada.
E foi para Hiperman que Richard entregou o último legado da antiga Squad Five:
[
Extreme: “Eu poderia matar você.”
Hiperman: “Então por que não mata?”
Extreme: “Porque alguém precisa lembrar que nós já fomos heróis.”
Extreme se afasta.
“Recomece, Alexander. Eu fui o fim da Squad Five. Você será o motivo para ela recomeçar ”
]
Alexander ficou sozinho entre os mortos.
Sem saber, naquele momento, que YesMan também estava vivo. Johann havia usado seu poder uma última vez para convencer todos de que estava morto e escapou.
No fim, da antiga Squad Five, restaram apenas dois homens:
o homem que acreditava ter destruído tudo — e o garoto que recebeu a missão de reconstruir.
DEPOIS DA SQUAD FIVE
A queda da Squad Five mudou Richard para sempre. Durante anos, o vermelho havia sido a cor de seu uniforme. Era a cor que representava sua força, sua presença e o símbolo que carregava enquanto acreditava estar fazendo a coisa certa.
Depois daquela noite, Richard não conseguia mais olhar para aquela cor da mesma maneira. O vermelho lembrava sangue. O sangue de Névoa Vermelha. O sangue de Dual Force.
O sangue espalhado pelo lugar onde seus antigos companheiros haviam caído. E, principalmente, lembrava Richard de que havia sido ele quem causara aquilo.
Seu antigo uniforme vermelho, com detalhes em branco e dourado, deixou de existir. Richard passou a vestir preto. Não como uma nova identidade heroica. Mas porque não queria mais carregar consigo as cores de uma vida que havia terminado.
O preto tornou-se uma espécie de luto permanente. A partir daquele momento, Extreme deixou de representar o herói que o mundo conhecia.
Passou a representar aquilo que restou dele. Richard continuou utilizando seus poderes quando necessário, mas nunca mais voltou a enxergá-los da mesma forma. Cada habilidade copiada carregava consigo a lembrança de tudo o que havia acontecido.
Ele não abandonou completamente o nome Extreme. Mas também nunca mais o vestiu com orgulho.
O vermelho pertencia ao herói que ele havia sido. O preto pertencia ao homem que sobreviveu.
PERSONALIDADE
Depois da queda da Squad Five, Richard tornou-se muito mais reservado. O homem que antes assumia responsabilidades sem hesitar passou a questionar cada decisão antes de agir. Onde antes existia confiança, surgiu cautela. Onde existia determinação, surgiu dúvida.
Richard continuava sendo extremamente protetor com pessoas inocentes, mas já não acreditava que possuir poder significava ter o direito de decidir o que era melhor para todos.
Ele passou a desconfiar de líderes, organizações e, principalmente, de qualquer pessoa que utilizasse palavras como “necessário” ou “bem maior” para justificar ações que ultrapassassem limites.
Também desenvolveu uma relação complicada com seu próprio poder. Seu Mimetismo Amplificado continuava fazendo dele um dos seres mais poderosos que existiam, mas Richard passou a enxergar cada habilidade copiada como uma responsabilidade adicional.
Ele evita utilizar poderes de outras pessoas sem necessidade. E evita, principalmente, chegar ao limite de sua capacidade de amplificação.
Richard sabe exatamente do que é capaz. E é justamente por isso que tem medo de si mesmo.
Apesar de tudo, ele não se tornou um homem cruel. Continua acreditando que pessoas podem ser protegidas, que erros podem ser evitados e que alguém precisa estar disposto a intervir quando outros não conseguem.
A diferença é que agora Richard entende algo que nunca compreendeu quando era mais jovem: ter poder para fazer alguma coisa não significa que você deve fazê-la.
O HOMEM QUE FOI AO EXTREMO
Richard Jones não se considera um vilão. Mas também não consegue mais se chamar de herói. Ele foi manipulado por YesMan. Foi transformado em uma ferramenta de experimentos que desconhecia. Foi empurrado deliberadamente para situações cada vez mais extremas até chegar ao limite.
Tudo isso é verdade.
Mas também é verdade que, naquele dia, Richard matou duas pessoas que considerava sua família. Névoa Vermelha e Dual Force.
Ele pode explicar por que lutou. Pode explicar que acreditava estar lutando pela própria sobrevivência. Pode explicar que elas estavam tentando pará-lo.
Mas nenhuma explicação muda o resultado. Elas morreram pelas mãos dele. E essa é a verdade que Richard carrega. Ele não procura absolvição. Não procura que alguém diga que aquilo não foi culpa dele. Porque, no fundo, sabe que foi.
Seu maior conflito não é controlar seus poderes. É viver sabendo que, em algum momento, ele próprio se tornou aquilo que passou a vida tentando impedir.
Extreme foi criado para ser o homem que chegaria quando todos os outros falhassem. E, durante muito tempo, acreditou que isso significava que precisava ir além de todos os limites.
Só descobriu tarde demais que existem limites que existem justamente para não serem ultrapassados.
Hoje, Richard vive com essa consciência. O homem que um dia acreditou precisar ser mais forte que todos descobriu que sua maior força talvez esteja justamente em saber quando parar.
Extreme não é um vilão que se tornou herói. É um herói que foi transformado em arma. E depois de perceber quem estava segurando o gatilho, precisou aprender a viver com o estrago que deixou para trás.
Ele foi longe demais. E sabe que algumas distâncias não podem ser desfeitas.
Poderes e Habilidades
Mimetismo Amplificado - consegue copiar temporariamente o poder ativo de um adversário através de contato direto ou exposição à sua manifestação energética. Após copiar uma habilidade, sua versão surge automaticamente em um nível superior ao original, apresentando maior potência, alcance ou eficiência. O poder permanece ativo por tempo limitado e exige controle para evitar sobrecarga física ou energética.
Força e Impacto Descomunais - Richard possui força física muito acima dos limites humanos, sendo capaz de produzir impactos devastadores mesmo sem utilizar poderes copiados.